Quais as vantagens da consorciação entre capim e leguminosas?
Qualidade da pastagem, propiciando maior ganho de peso aos animais, economia em gastos com adubação nitrogenada, recuperação de áreas degradadas entre outras, são exemplos de vantagens da consorciação entre capim e leguminosas.
Entende-se como pastagem consorciada o plantio simultâneo da gramínea (Capim) e a leguminosa, que crescerão juntas e serão consumidas pelo gado sob pastejo ao mesmo tempo. Por uma questão que entendemos ser cultural, as pastagens tropicais, normalmente são estabelecidas em áreas de solos com baixa fertilidade, sendo desta maneira deficiente em vários nutrientes, dentre eles o Nitrogênio. Justamente este que é um dos nutrientes mais necessários às plantas forrageiras, pois participa dos processos de crescimento, produção de tecidos e formação de proteína, entre outros.
O nitrogênio, a exemplo de outros nutrientes, deve ser fornecido ao solo, para otimizar a produção, qualidade e estabilidade das pastagens. Devido ao alto custo e necessidades constantes de reposição, e suas características de mobilidade no solo e ciclagem no meio ambiente, normalmente o nitrogênio não é utilizado nas pastagens, ou quando o é, utiliza-se baixas dosagens.
As leguminosas possuem uma característica impar, se associadas à um grupo específico de bactérias (Rhizobium e Brazirhizobium), formando um nódulo na raiz da planta, ricos em nitrogênio. Estas bactérias conseguem absorver o nitrogênio atmosférico para utilizar em suas funções biológicas e os fixando ao solo. Este excedente de nitrogênio fixado ao solo, fica disponível para ser utilizado por outras plantas, no caso, pela gramínea da pastagem, consorciada à leguminosa. Pela fixação das leguminosas, o nitrogênio é convertido para a produção de proteínas. Assim, a utilização de uma pastagem consorciada, por causa do maior teor de proteína, quando comparado à gramínea solteira, tem como objetivo elevar a produção por área, por seus efeitos positivos sobre a produção animal. No manejo de consorciações do Estilosantes Campo Grande devem ser considerados alguns aspectos. O pastejo deve ser conduzido no sentido de controlar o crescimento excessivo da gramínea, ou da leguminosa. Deve-se evitar o pastejo exclusivo do estilosanthes e quando consorciado, deve-se ter de 20 a 40% no máximo em relação à gramínea. Consulte sempre um técnico da Wolf Seeds para obter maiores informações sobre este manejo.
José Pereira da Silva Filho
Diretor Técnico - Eng. Agrônomo - Wolf Seeds do Brasil S/A
Voltar
Wolf Seeds Ambiental